domingo, 23 de outubro de 2016

Por que o ser humano anda dormindo mais tarde? A luz, a revolução industrial, o clima e o escapismo

A marmota é um mamífero que hiberna durante o inverno. Diversas espécies de animais e não só da classe dos mamíferos, mas repteis e outros seres hibernam nas temperaturas mais baixas. Isso demonstra que o frio tem certa influência sobre o sono, contudo a maioria dos biologistas acreditam que o fator determinante dos animais hibernar seja por causa da falta de alimento durante o inverno, porém isso parece contraditório para algumas espécies como a do urso polar!

Afinal quem é que gosta de levantar cedo no frio do inverno? Ou pra quem vive em regiões mais quentes entre os trópicos: quem é que vai conseguir dormir abraçado com Satanás em plenas 9 ou 10 da noite?

Dizem que o fez o ser humano ir dormir mais tarde foi a ascensão a outros tipos de iluminação noturna que começou com os modernos lampiões até a luz elétrica.

Mas o que trouxe luz aos fatos, ou melhor a noite?


Os antigos não saíam jamais à noite; em nome de Deus, amém!

Isso é uma bobagem! Na Lua cheia que as bruxas saíam para suas festas noturnas, as raves daquela época, meu filho; os lobisomens também adoravam sair à luz da Lua cheia, e geralmente esses lobisomens eram os compadres que pegavam as comadres nos bosques; as mulheres de branco também saíam, eram as comadres que se encontravam com os compadres, ou você achou que o adultério é uma coisa atual na espécie humana?

Duendes, fadas, safadas e safados; todos aproveitavam a luz da Lua para fazer bacanais, aliás a festa bacanal provém do deus pagão romano Baco que era o senhor das festas, da diversão e da putaria sem fim.

Os adultos e jovens mais corretos e morais em comportamento (ou na ausência da Lua cheia para bacanais à noite) e pessoas velhas preferiam jogar algum jogo (bem foi aí que surgiu os jogos mais conhecidos do mundo ocidental: o baralho espanhol e pife-pafe) ou contar histórias, sobretudo as histórias sob a luz das velas e em tempos mais remotos sob a luz das fogueiras!

Quem nunca viu um filme ou leu a respeito de histórias sendo contadas por anciões ou adultos em torno de uma fogueira? Todo o folclore ocidental surgiu nessas reuniões à noite que iam, por vezes, até a meia-noite contando experiências e histórias das mais variadas.


Da vida no campo à vida urbana ao começo das federações

Contudo haviam alguns problemas em ficar contando histórias até a meia-noite naquela época em volta duma fogueira: primeiro a falta de histórias, a mesmice das mesmas histórias, a falta de lenha (é porque queimar tanta lenha poderia fazer falta no inverno) e precisam acordar cedo para poder trabalhar, porque a Lua não brilha sempre como o Sol.

A vida no campo exigia que as pessoas levantassem cedo para trabalhar, sobretudo os camponeses. Os senhores de terra ainda tinha algum luxo de ficar até mais tarde na cama, porque na época medieval as vigias à noite eram mais do que necessárias.

Com a vida urbana e a união dos reinos que viriam a formar os países a coisa melhorou, pelo menos se tratando de dormir mais tarde; porque de resto haveriam muitas guerras que agora não eram de reinos, mas de países!


Revolução industrial

Com as cidades e a burguesia foi possível a união de reinos e dos reinos a criação dos países. De fato os europeus que viviam em desordem se deram conta de que os romanos estavam certos, se é que eles sabiam quem eram os romanos! huehuehuheue

Com mais ordem na Europa foi possível um aumento de população gerando uma demanda surgiriam os modernos lampiões. A prensa tipográfica de Gutemberg, o Renascimento e o Iluminismo trariam 3 séculos depois a revolução industrial que por fim traria a tão aclamada eletricidade e por fim a lâmpada elétrica às cidades, mas levaria mais uns 7 séculos para que os camponeses que se reuniam em fogueiras pudessem usufruir da tecnologia, no Brasil 10 séculos (mil anos)!

Escapismo

Com a prensa tipográfica criada por Gutemberg as histórias contadas em volta da fogueira pelos camponeses puderam ficar em livros e ser lidas agora à luz de velas ou à luz de lamparinas e por fim à luz elétrica. O cansaço físico e mental tanto dos camponeses quanto dos senhorios de terra e burgueses aumentou algo que era relativamente pequeno no passado: dormir tarde!

Um dia cansativo de trabalho e crises familiares faziam as pessoas buscarem a companhia dos livros buscando fugir da realidade frustrante. Criava-se um sentimento antissocial que todos acreditam ser do século 21, mas que começou desde o princípio da humanidade. Também criava-se um mercado editorial e o folclore das histórias agora dava origem as histórias de ficção, nascia o romancismo.


Melhoria da vida urbana

Com o desejo de fugir da realidade, a vida urbana, a revolução industrial, os livros, a luz acessível para todos todas as noites; agora a desculpa era a melhoria da vida urbana e o clima.

O legado de atrocidade da escravidão de adultos, escravidão infantil, a revolução industrial, as duas guerras mundiais, a consciência da estupidez humana entre outros fizeram vir uma melhoria da vida urbana e isso fez com que as crianças estudassem muitas vezes à tarde e os próprios adultos mudassem os hábitos de acordar cedo que seus antepassados praticavam.
Trabalhar a noite agora era possível e o problema agora seria o clima!


Clima

Se você tem uma sociedade em ordem e tecnologia para ter luz à noite o único empecilho para ir dormir mais tarde é o clima; pois de manhã é mais frio ou mais fresco, então acordar cedo dependendo do trabalho pode ser uma opção.


Ares-condicionados

Se no passado a luz elétrica era inacessível aos pobres, hoje são os ares-condicionados. Você pode não ter desculpa para dormir tarde porque de manhã é muito frio e melhor de dormir porque hoje existem os ares-condicionados, mas a conta de luz e o preço dos ares-condicionados são quase que inacessíveis aos mais pobres no mundo.


Internet

A internet também tem sua parcela de culpa, porque conseguiu substituir em parte o livro, o jornal e a revista e agora se encaminha para substituir a televisão, o cinema, os videogames e as locadoras.

A internet também conseguiu substituir aquelas conversas em volta da fogueira, os encontros de amantes à luz do luar e inclusive o mais vital dos instintos de uma espécie: o contato direto entre semelhantes, embora que na verdade seja indireto!

Se a TV uniu a luz com o audiovisual; agora é a tela de um computador que uniu livros, revistas, jornais, revistas, vídeos à luz! O problema é que a nossa visão e nosso cérebro são sensíveis a luz. Enquanto um felino não vê problema em dormir de dia, porque enxerga à noite; nós seres humanos não temos essa opção.

A tecnologia e internet nos tornou robôs? E talvez no futuro ao invés de termos seres humanos por aqui vivendo teremos robôs biológicos como acreditava HG Wells em The Man of fhe Year Million ou Isaac Asimov em Eu Robô falando de máquinas dominando o planeta.

Seja como for, escravos nós sempre fomos, Platão nos fala da alegoria da caverna, do mito do andrógino e da lenda de Atlântida que relatam que nós seres humanos não passamos de seres limitados em toda essência ou como diria Sócrates: “tudo que sabemos é que nada sabemos”!




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Bandeiras alternativas para a Nova Zelândia

O governo da Nova Zelândia quis mudar a bandeira do país, mas no fim desistiu, porque conservar é melhor na ideologia inglesa do que mudar. Mas caso voltarem atrás, eis dois modelos que poderiam usar sem exterminar com o “espirito anglo-saxão”:

A bandeira de linha verde

A linha verde escuro sob as duas linhas brancas representam a Nova Zelândia, uma ilha diagonal cuja flora é temperada (daí a cor verde escuro) e onde a neve se mistura com as praias (cor branca). 

No fundo a linha verde sobre as duas linhas brancas está cercada pelo azul que representa o oceano que cerca a ilha e o céu do hemisfério sul, representado pelo cruzeiro do sul. O verde também representa o espirito maori e do folclore da ilha (patupaiarehe!).

A bandeira de linha vermelha

Já nessa, é adotado a mesma cor e tipo da bandeira do Reino Unido e sendo a Nova Zelândia uma ramificação do império britânico. Um erro recorrente é colocar a cor vermelha nas estrelas como visto nas atuais bandeiras, já que as estrelas não são bem representadas. Seria o mesmo que representar os oceanos com a cor vermelha!


Em ambas as bandeiras a linha atravessada representa o país em diagonal como realmente é a Nova Zelândia.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Alquimista chamado Paulo Coelho e As Mil e Uma Noites

Falando em Mil e Uma Noites... Você sabia que foi um cara chamado Antoine Galland o primeiro escritor a trazer o livro à tona ao ocidente? Créditos da imagem: Wikipédia

Enfim li o tão famoso livro O Alquimista de Paulo Coelho. No segundo capitulo deu vontade de parar de ler, sinceramente; parecia que já tinha visto aquilo; mas a necessidade de tentar entender o sucesso por trás do livro, da forma de narrativa e do tipo de história o título escondia li até o fim!

Parece um conto d’As Mil e Uma Noites moderno!

Havia um burburinho na internet de que o livro é uma adaptação do conto inglês Pedlar of Swaffham e de alguns contos d’As Mil e Uma Noites. E realmente quando terminei o livro concluí que deveria ter comprado um exemplar tosco qualquer d’As Mil e Uma Noites do que O Alquimista! kkkk

Pra quem não sabe, eu até traduzi e adaptei um conto que gostei muito d’As Mil e Uma Noites chamada A História de Hassan de Basra (pelo link você pode ler aqui no blog).


Bem Mil e Uma Noites mesmo

A retórica do livro é muito semelhante ao livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupèry, contudo é mais profunda a narrativa. Enquanto o Pequeno Príncipe é um livro que pode ser lido por uma criança e por um adolescente; O Alquimista tende a ser lido por adultos por conta da sua narrativa, densidade e estrutura.

Só que há várias referencias a Deus, parecia que tava lendo As Mil e Uma Noites. Só faltava ele encerrar o capitulo com um “Allah é o senhor de todas as coisas e por esses olhos e essa alma em nome do grande senhor, Allah, eu juro” tão frequente, chato e enojante n’As Mil e Uma Noites.


Se puder: antes de ler O Alquimista leia As Mil e Uma Noites

Faça um favor à humanidade que nem eu. Afinal tudo começa no folclore e acaba nos best-sellers.

Você nem precisa comprar se não quiser, As Mil e Uma Noites é encontrado em versão gratuita em inglês no projeto Gutemberg e através de sites de leitura online.

Recomendo ler a versão de Sir Richard Francis Burton que é sensacional; aliás, ele foi um sensacional desbravador, tradutor, pesquisador e escritor britânico. Se eu pudesse escolher chamar Paulo Coelho ou Sir Richard Francis Burton de alquimista, sem dúvida escolheria Sir Richard Francis Burton que inclusive tem uma história hiper-ultra-super parecida com o personagem protagonista do livro de Paulo Coelho.


O livro do Paulo Coelho não é ruim não, é bom sim; muito bom e inclusive ensina muita coisa, inclusive que devemos ler um exemplar de As Mil e Uma Noites antes de acharmos um livro famoso uma grande obra literária!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A maioria dos seres humanos não tem noção de espaço-tempo

Relógio símbolo do tempo, a maioria das pessoas não tem tempo para ler; e na escrita um grande espaço preenchido por um grande texto ocupa um grande tempo!

“Seja curto e grosso” e “Tamanho não é documento” são dois ditados populares, dentre os muitos que existem, que expressam de que o tamanho não significa nada. Darwin corrigiu que “o mundo não era dos mais fortes, mas sim dos mais bem adaptados ao meio-ambiente”!


Afinal: o que é espaço-tempo?

A noção mais popular vem de Einstein que dizia que espaço e tempo são a mesma coisa, e se não o são pelo menos estão muito interligados. Entenda como espaço-tempo: a distância de 1 km que você andando a pé (não tão rápido, não tão devagar) demoraria meia-hora para percorrer, e uma hora para ir até uma ponta a outra! O espaço é uma coisa e a demora a percorrê-lo é o que chamamos de tempo.

Enquanto tu lê esse texto, note que ele ocupa um espaço e quanto mais tu lê, mais tempo gasta! Entendeu? Isso é espaço-tempo!


Nas obras literárias

O que mais vemos são livros em sua maioria livros com muitas páginas e com conteúdo fraco, tanto livros literários quanto acadêmicos. Boa parte da justificativa do porquê de tais livros serem demasiadamente cansativos e fracos de conteúdo seja a desinformação dos autores que o publicam (caso dos acadêmicos), o amadorismo (visto na literatura) e a falta de noção do espaço-tempo (comum em boa parte dos seres humanos).

Na literatura, por exemplo, temos um livro chamado O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry, autor francês, na lista dos best-sellers mundiais simplesmente não só por conta da sua história, filosofia e linguagem; mas porque é mais fácil de ler do que O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle, também francês, e que tem igual importância literária tanto por sua história (que diferente do pequeno príncipe não é fantasia, mas ficção cientifica), filosofia (a critica ao homem) e a linguagem (mais comum).

O que difere essas duas obras, desses dois autores francês, é simples: o estilo de narrativa. Enquanto Boulle usa a narrativa anglo-saxônica, que tem mais detalhes, observações e divagações; Exupéry se rende a uma narrativa mais latina, igualmente filosófica, só que mais curta e grossa.


Nas obras acadêmicas

Já no meio acadêmico é de certa forma louvável que se tenha uma narrativa ou dissertação mais comprida para acrescentar teorias, observações, descobertas cientificas e material de diversos estudiosos para ajudar na tese levantada no livro. Contudo a falta de gravuras nos livros, gráficos e tabelas tornam pior sua leitura, isso sem contar se o livro contiver poucos capítulos.

O cientista de certa forma usa o tempo para tentar provar sua tese, contudo quanto esse tempo excede e se ele não tiver o pingo de teoria literária ele perde o leitor, sobretudo o leitor comum (que não é um cientista) já no primeiro capítulo, quando não no prefácio!


Divagações, ou melhor: enchendo linguiça e andando em círculos

Não adianta o livro ter uma história ou tese boa se o autor se render ao amadorismo (em que se esquece do espaço-tempo e que o leitor muitas vezes não disfruta de tempo para lê-lo) ou do velho hábito de querer o livro ou o texto para dar o ar de entretenimento ou grande conhecimento. A maioria dos livros e textos são vagos e andam em círculos, é o “ler para emburrecer”!

Na literatura e no cinema temos o exemplo de histórias que eram contos e que foram transformadas em novelas! Começando pela adaptação dos contos de fadas pelo cinema norte-americano e acabando autores de best-sellers. Já no meio acadêmico é uma tese ou teoria que precisa ser preenchida com provas e observações, mas que o autor em sua maioria expressa mais observações do que provas tornando sua “teoria cientifica” nada mais do que produto literário pra vender e não para fazer o leitor aprender e refletir!


YouTubers: a nova classe dos enchedores de linguiça

O aumento dos Megabits (medida do número de dados, sinal) fez com que surgisse uma nova classe de YouTubers: aqueles que perdem a noção de espaço-tempo! Esses cometem o mesmo erro dos antigos autores, sem dúvida a internet é uma adaptação mais próxima ao jornal; contudo no jornal o espaço-tempo é mais limitado por motivos editoriais óbvios do que uma obra literária que não carece de ser lida em um dia, porque há outros artigos no jornal, geralmente noticias que necessitam ser lidas no mesmo dia, sem contar que nem todos os artigos são relevantes ao leitor.


Ser mais curto e grosso

Contudo em meio a tanto enchimento de linguiça, há ainda aqueles que continuam a ser curtos e grossos e fazem sucesso por isso. O que mais falta nesse mundo é altruísmo por parte dos autores em se colocar no lugar das pessoas comuns, porque elas não dispõem de tempo, e o espaço de suas vidas é ocupado por trabalho e quando chegam em casa elas preferem assistir uma série de TV que não necessita de tempo, porque o espaço de sua narrativa é curto e não necessita ser acompanhado (espaço) ou ao jornal de TV pelo mesmo motivo, embora essa razão esteja mais ligada ao fato do cansaço de um dia longo de trabalho.


sábado, 7 de maio de 2016

Crianças, idosos, deficientes, jovens, magros, gordos e pessoas com QI baixo estão no grupo de pessoas com dificuldades físicas ou mentais

A famosa fotografia de um grupo de judeus presos recém libertados pelos russos no campo de Auschwitz durante a Alemanha Nazi. O pôs Segunda Guerra mundial abriria passagem para uma nova forma de humanismo que encerrava a idade da razão sem emoção.

É de conhecimento comum que uma criança ou um idoso tem dificuldades para aprender ou andar; pois uma criança muito nova não tem maturidade física e mental, já um idoso tem maturidade pra mais. Um ditado comum fala que “um idoso é como uma criança”!

O que a maioria das pessoas não sabem é que os jovens, pessoas com QI baixo, gordos e magros e deficientes estão todos no mesmo barco! Embora os jovens, gordos, magros e deficientes tendem a saber ler, escrever e compreender; isso não os torna adultos conscientes de suas ações.


Jovens

Embora um jovem tenha uma disposição física e mental incrível, ele é imaturo o suficiente para entender sobre suas limitações! Um jovem pode achar divertido andar de montanha russa ou dar um salto mortal na piscina, ignorando assim a probabilidade de chances de sofrer um acidente ou de ficar bêbado com facilidade, ignorando os  riscos que ficar embriagado causa a saúde e tornando suscetível a sofrer acidentes e até a morte.


Pessoas com QI baixo

Contudo um jovem que tenha grande inteligência (Consciência de Inteligência ou Quociente de Inteligência) saberá que andar de montanha russa é perigoso e opte por andar de roda gigante e que dar salto mortal na piscina possa ser substituído pela simples ação de se atirar de pernas pra baixo na piscina, evitando assim o risco de quebrar as principais partes do corpo humano (cabeça, pescoço e tórax).


Deficientes

Uma pessoa deficiente é facilmente compreendida sobre suas limitações, pois a sua deficiência é bem visível ou bem acentuada! Um jovem e uma pessoa de QI baixo dificilmente serão reconhecidos na rua por suas limitações; mas uma criança, um gordo, um magro, um deficiente e um idoso serão facilmente colocados como vulneráveis ou incapazes.


As aparências enganam!

A intenção de criar esse post era pra refletir que existem outros grupos (jovens e pessoas de QI baixo) que enfrentam problemas sociais ou físicos. Outro grupo é de pessoas com pele tipo 1 e 2 em países tropicais como o Brasil. Um ruivo ou um loiro se limitam a sair no Sol numa área tropical, o que é empecilho na vida deles!


A inconsciência histórica

A mesma inconsciência que levou Hitler a criar seu programa de super-homens (onde deficientes, magros, gordos, LGBTs, pessoas de outras raças, etnias e idosos eram assassinados) acabou quando ele perdera a guerra da mesma maneira que Napoleão Bonaparte na Rússia, perdendo para os russos que são um povo eslavo e que eram taxados por sociólogos europeus antigos e nazistas como inferiores ao europeu germânico.


O ser humano é um ser frágil fisicamente!

Hoje, todos sabemos da fragilidade física! Ninguém é feito de aço. Precisamos respirar, comer, beber, urinar e defecar. Isso sem contar outras tarefas fisiológicas latentes internamente (feito pelas células) ou externamente (sexo entre dois indivíduos).


A mania do homem ainda em acreditar na superioridade masculina sobre a mulher ou de um jovem sobre um idoso acaba na morte, quando o homem morre antes da mulher e o jovem antes do idoso simplesmente por não ter consciência (QI) sobre suas limitações.

quinta-feira, 10 de março de 2016

O patriarcado não é uma loucura criada pelas feministas! Ele é errôneo cientificamente e antiético!

Os quatro reis são as figuras humanas mais importantes no baralho espanhol, assim como nas cartas o homem detém o poder máximo na cultura humana.

Na imagem: Os quatro reis do baralho de bisca desenhado por Heraclio Fournier.


Na genética existe uma coisa chamada haplogrupos que nada mais são do que pequenos pedaços que fazem parte do cromossoma que faz parte do DNA.
Acontece que existem dois grupos de haplogrupos: o haplogrupo do cromossoma Y que é da linhagem masculina herdado de pai pra filho e o haplogrupo mt (mitocondrial) que é herdado de mãe para filha. Os meninos herdam o haplogrupo Y, já as meninas o haplogrupos mt.

Tá mas o que que isso tem a ver, porra?

Vivemos numa sociedade em que só se herda o sobrenome masculino e geneticamente as meninas não herdam o haplogrupos Y!


Tá, e o que tu sugeres?

Deveríamos viver numa sociedade em que as meninas herdariam por último o sobrenome materno ao invés do paterno, assim teríamos uma igualdade de sobrenomes. Os meninos herdariam normalmente o sobrenome paterno sempre por último.

Exemplo:

Pedro e Joana são filhos de João Pinheiro da Silva e de Maria Oliveira Ribeiro.

Então Pedro será chamado Pedro Ribeiro da Silva e Joana será Joana da Silva Ribeiro.

Ou seja: Joana levará o sobrenome das mulheres de sua família e passará ele para suas filhas e Pedro levará o sobrenome de seus ancestrais homens e passará para seus filhos.


Mas não vai dar confusão isso?

Sim, pode dar confusão; mas será ético e correto cientificamente e acabará de vez com o machismo dos sobrenomes, onde ambos irmãos de sexos diferentes herdam sempre o sobrenome masculino. Outra problemática está na mulher aderir o sobrenome do marido, ela nem sequer tem genética do marido e o conceito ético (justiça) nem existe nesse caso, já que a mulher não é propriedade do marido, mas apenas sua esposa.


O patriarcado e os sobrenomes

A história de só se herdar o sobrenome masculino surgiu da ideia de que o homem era superior a mulher e líder familiar, assim sempre as crianças herdariam o nome de seus ancestrais homens, já que a mulher era uma figura inferior no sistema de castas.

O machismo ainda predomina e sua origem está ligada a linhagem mamífera e se intensificou durante a época do homem das cavernas (onde era o homem que caçava e alimentava sua família, enquanto a mulher cuidava de seus filhos na caverna).


O conceito de sobrenome também está errado!

Já se perguntou como surgiram os sobrenomes? Os sobrenomes deveriam dizer a respeito sobre nossas raízes genéticas, mas na época em que foram criados (durante e depois da Idade Média) não havia o conhecimento genético e nem se dava atenção a isso. Em vez disso se dava atenção ao tipo de casta, família ou lugar que a pessoa tinha.

Então se havia um povo que vivia perto dum rio: todo aquele povo seria chamado de Ribeiro, se tinha um povo que vivia numa floresta então estes seriam chamados de Silva (selva, floresta em latim), se tinha um povo que cultivava de forma um tanto independente oliveiras (algo muito comum em Portugal o cultivo de oliveiras) então estes chamados de Oliveira.

Já se houvesse um povo que trabalhava para um senhorio feudal que cultivava oliveiras então esse povo seria chamado De Oliveiras. Notou o D em maiúsculo? Existe uma diferente em De Oliveiras e Oliveira.

Já no sobrenome Silva e Da Silva o problema é na escrita apenas, pois ambos remetem a ideia de alguém que veio da floresta, contudo Da Silva poderia dar a ideia de que esse povo era de lenhadores e Silva apenas camponeses que vivem de forma autônoma; mas é incerto dizer.

Os sobrenomes têm várias origens: ou falam do lugar onde o ancestral da pessoa veio (De Ávila, por exemplo, que remete a cidade espanhola de Ávila), ou do que ele fazia (profissão, por exemplo: o sobrenome Ferreira já diz que a profissão do ancestral era ferreiro) ou para qual senhorio feudal ele trabalhava (De Oliveira por exemplo).


Sobrenomes anglo-saxões já são um pouco diferentes:

Na cultura anglo-saxã já temos sobrenomes que falam das características físicas (genéticas) como White (pessoa clara), Black (pessoa de cabelos pretos, pessoas negras ainda não tinham sobrenome), Green (que pode remeter a pessoas de olhos verdes), Tallman (homem alto) e por aí vai.


O sobrenome e o patriarcado

Seja como for, quem parecia ser digno do sobrenome eram os homens; já que as mulheres ficavam no serviço doméstico, cuidando dos filhos, arrumando a casa, lavando a roupa, tirando leite da vaca, fazendo queijo, fazendo comida e cuidando do lar. Os homens é que trabalhavam por fora, era um período pós-medieval, onde a escrita já passava para mãos de burgueses e se criava as primeiras leis escritas e de acesso público.


Existe machismo mesmo?

Embora quem tenha adquirido o sobrenome foram pais de família que trabalhavam duro para manter seu lar e por isso levaram estes sobrenomes que tiveram origem geralmente na profissão que exerciam; a mulher era quem cuidava da casa, dos filhos e tinha papel importante também, mesmo assim foi marginalizada.


Marxismo cultural?

A ideia de igualdade vai além de Karl Marx. Eis um ditado antigo: “Na morte se acaba a riqueza, a desigualdade e a arrogância; pois no final todos morrem e apodrecem”.

Antes de Karl Marx surgir havia o iluminismo e antes do iluminismo outro movimento já havia: o humanismo.

Com o humanismo acabou-se o feudalismo e surgiu a burguesia, com o humanismo a escravidão humana teria seu fim, com o humanismo seria questionado o sistema de leis e viria o iluminismo.

Não dá pra negar da importância que o movimento socialista teve ao mundo: direitos trabalhistas, na conquista dos direitos das mulheres e até mesmo aos direitos LGBTs; mas o humanismo já estava aí bem antes do socialismo.
O socialismo não é apenas cultural, ele é econômico, o que já é um problema e quando vemos o homem acaba escravo do estado.

O sistema atual capitalista que temos é uma mistura de humanismo-socialista com capitalismo, já que o capitalismo nu e cru remeteria a ideia do anarquismo que nada mais é do que um feudalismo disfarçado. Aliás, o feudalismo não morreu, ele se adaptou em burguesia e burocracia. Já o socialismo nu e cru é uma escravidão coletiva de base utópica a julgar que todos são iguais, sendo que a natureza nos mostra o contrário.


Os ovo sapiens

Não estou sendo feminista, pois o feminismo é tão tosco quanto o machismo. Acontece que temos que ver o grande papel que a mulher tem na sociedade e não ignorar. Nem preciso argumentar o quanto errôneo cientificamente e socialmente é o machismo. O homem não é superior à mulher, pois se fosse nem teríamos precisado de mães, não é?


Em meio a tanta primitividade alguns machos acham que ter duas bolas pra fora é digno de nobreza e a mãe ainda continua sendo a puta que pariu.