sexta-feira, 1 de maio de 2015

Enya desde os anos 90 dando uma surra nos cantores gospel




Foto da cantora Enya com seu ar pueril, leve e calmo. Uma fada ou um anjo? Talvez ambos, mas totalmente o oposto dos cantores gospel.

 
Solteira, sem filhos, irlandesa e católica. Já há muito a igreja católica deixou de fazer a lavagem cerebral nas pessoas e parecem que a vez agora é dos protestantes no mundo ocidental.

Quem diria que uma cantora que se diz católica não envolveria religião com música?


A rainha do newage

Enya surgiu num pequeno grupo musical irlandês em 1980 chamado Clannad, mas deixou o grupo para seguir carreira solo sob a influência de Roma e Nicky Ryan, excelentes poetas e compositores irlandeses que viram em Enya uma porta para suas composições.

Começou cantando irlandês muito timidamente e vendendo poucos álbuns e acabou cantando em inglês, elegante, segura e superando em popularidade e em fortuna diversas cantoras do mesmo tipo e até Madonna (a rainha do pop mundial). Enquanto os ingleses e norte-americanos viam em Madonna a puta do pop, em Enya viam a figura da mulher, da mãe e da anciã em Enya (Enya sempre preservou sua vida pessoal e descrição acima de tudo).

Ganhou inúmeros prêmios, foi convidada para cantar My Heart Will Go On em Titanic, mas rejeitou por motivos profissionais e culturais, já que o Titanic partiu da Irlanda e a letra da música não fazia o estilo de Enya, sem contar que estava envolvida na criação e produção de seu álbum.
My Heart Will Go On então foi cantada por Celine Dion.

A neutralidade de suas músicas

As músicas de Enya em boa parte são instrumentais, de ar pueril e angelical. Alguns dizem que Enya é chata e dá sono! kkkkk sem dúvida, as músicas dela devem ser ouvidas num momento de calmaria e em que se busca tranquilidade.

Mas as músicas que envolvem letras tem ar de auto-ajuda, superação, meditação e busca por conhecimento. Nas músicas cantadas por Enya tu não vai ouvir um “deus seja louvado” ou “salve deus sob as alturas” ou “você não é nada sem deus”!

Outra: nas letras de suas músicas você não vai ouvir um “eu te amo, volta pra mim” ou “não sou nada sem você” ou pior “ai se eu te pego”. As músicas dela buscam a reflexão e não o apelo às coisas. Então ela é budista? Por incrível que pareça ela é católica, mas segue uma filosofia da meditação e do conhecimento espiritual, algo presente na cultura celta.


O espirito da Irlanda

De Éire (nome verdadeiro da Irlanda) à Enya, a cantora prefere manter a imagem da tríade irlandesa (mulher, mãe e anciã). Também tenta mostrar em muitas de suas músicas uma homenagem às figuras ilustres da mitologia irlandesa como Cu Chulain. Ela também representa o espirito da Irlanda que na cultura celta era representado por uma mulher livre e ligada a natureza e a meditação (a fada).


A noção do ridículo e o respeito a cultura ancestral

Até hoje não se viu estampado em revistas a cantora envolvida nisso e naquilo. Ou se exibindo e gritando por aí. Enya nem sequer faz shows ao vivo e isso sempre ficou claro, o motivo é que parece desconhecido, mas a principal queixa da cantora é que shows ao vivo são problemáticos, as pessoas ficam de pé, o som não ajuda, há bagunça, há conversa... 

Enya é uma figura que vive na tranquilidade, chegou a comprar um castelo com muros para ter privacidade e tranquilidade. Outro motivo para suas letras serem neutras sem envolver deus é o respeito à cultura celta que não é monoteísta, mas sim politeísta! Roma e Nicky Ryan são os principais responsáveis pelas letras e por toda a produção, tanto é que Enya diz que:  

“Enya não é uma única pessoa, mas sim uma banda, um grupo, composto por Enya, Roma e Nicky Ryan”!

Vemos em Enya o respeito à natureza, as outras culturas e a auto-ajuda que infelizmente os cantores católicos e protestantes pelo Brasil e pelo mundo parecem não ter conhecimento. Sem escândalos, sem apelos e somente em busca da meditação (auto-conhecimento).